Onde Anda o MAO, Afinal?
Onde Anda o MAO, Afinal?
Um sábio grego disse que nada é permanente a não ser a mudança. Tudo muda, nada dura para sempre, e tudo mais, como bem sabemos. Mas ao contrário do que diz toda filosofia barata postada no LinkedIn, mudança nunca é fácil, e nem sempre é boa. É tão somente mudança, o acaso se ocupando com sua natureza independente de nossa vontade. A gente tem que, querendo ou não, e gostando ou não, apenas aceitar lá e apenas um fato imutável da vida: a mudança.
A Mudança no Mundo do Automobilismo
Como muitos de vocês já sabem, outros perceberam e comentaram, já não faço mais parte da redação do FlatOut desde o meio de novembro. O motivo é simples e pragmático: um amigo me convidou para trabalhar com ele como engenheiro novamente em um fornecedor da indústria. Apesar de adorar o trabalho no FlatOut, era uma oportunidade rara de começar de novo em uma área que sempre tentei atuar e nunca consegui, dinâmica veicular, mais especificamente com calibração de ABS e ESC, entre outras funções de um módulo de ABS moderno.
Não é sempre que temos oportunidade de começar algo novo aos 56 anos de idade, e menos ainda quando se está a seis anos fora da indústria; e por isso que a proposta era irrecusível. Certamente não foi por causa de dinheiro, apesar de haver pequeno ganho nesse campo, também foi uma decisão difícil, confesso, mas inevitável. O fato é que tudo aconteceu muito rápido e por isso não consegui parar e fazer este post de despedida aqui no site, o que tento remediar agora.
Uma Despedida, Mas Não um Adeus
É uma despedida, sim, então, mas apenas das páginas diárias desta publicação; ninguém morreu ou ficou doente, né, estamos todos bem, e o FlatOut, como vocês puderam ver neste tempo que estive fora, já continua firme e forte, sem perder qualidade. O Juliano Barata e o Leo Contesini, afinal de contas, estão aqui para garantir isso.
É chato partir, e ainda mais de um lugar que gosto tanto. Cheguei aqui em fevereiro de 2020, então por pouco não fiz seis anos no site, e foram seis anos geniais. Cheguei aqui de uma forma meio maluca, que ilustra um pouco como o destino nos manda para cá e para lá, sem muito controle nosso.
Um Passado de Paixão pelo Automobilismo
Como disse no início, escrevia sobre automóveis na internet desde 1998; primeiro no saudoso BCWS e depois no Autoentusiastas, mas era exclusivamente uma atividade amadora. Escrevia quando queria e não ganhava nada em dinheiro, mas como gostava, foi atividade constante, uma carreira paralela à minha vida de engenheiro na indústria automotiva.
Quando essa vida de engenheiro na indústria automotiva teve um fim abrupto e desagradável com a minha demissão no fim de 2019, o Juliano Barata apareceu com uma saída: tornar o que era efetivamente um hobby até ali em profissão. Serei sempre grato a ele por isso e por muitas outras coisas que já agradeci pessoalmente. O Juliano é uma pessoa admirável, vocês devem saber, e um chefe sensacional.
Os Anos Incríveis no FlatOut
Estes seis anos foram incríveis, além do que poderia sonhar. Não acham? Onde mais poderia andar de Lamborghini Diablo e ser pago para isso? Onde mais poderia realizar um velho sonho de dirigir um Corvair em Roma até o último dia? O MAO Drives era pessoalmente o ponto alto da profissão para mim. O último de dezembro passado me apresentou a minha nova coisa favorita, o MGB GT, o FlatOut Classics.
A mudança é um fato da vida, e não podemos fugir dela. No entanto, podemos aprender a aceitá-la e a encontrar oportunidades em meio às mudanças. Para mim, a jornada no FlatOut foi uma das mais incríveis da minha vida, e embora eu esteja deixando as páginas diárias, sei que o site continuará a ser uma referência no mundo do automobilismo.
Então, é com um misto de tristeza e gratidão que deixo as páginas do FlatOut. Tristeza por deixar para trás uma parte tão importante da minha vida, mas gratidão por ter tido a oportunidade de viver esses seis anos incríveis. E quem sabe? Talvez um dia eu volte a escrever sobre automóveis, mas por agora, é hora de seguir em frente e ver o que o futuro reserva.
E para vocês, leitores, agradeço desde o fundo do coração por terem acompanhado minha jornada no FlatOut. Espero que tenham gostado das minhas histórias e que continuem a seguir o site, que certamente continuará a trazer conteúdo de alta qualidade sobre o mundo do automobilismo.

